quinta-feira, 25 de março de 2010

The Paradox of Our Times


The Paradox of Our Times (By Jeff Dickson)

The paradox of our time in history is that
we have taller buildings, but shorter tempers;
wider freeways, but narrower viewpoints.
We spend more, but have less;
we buy more, but enjoy it less.
We have bigger houses and smaller families;
more conveniences, but less time.
We have more degrees, but less sense;
more knowledge, but less judgement;
more experts, but more problems;
more medicine, but less wellness.
We drink too much, smoke too much, spend too recklessly,
laugh too little, drive too fast, get too angry too quickly,
stay up too late, get up too tired,
read too seldom, watch TV too much,
and pray too seldom.
We have multiplied our possessions, but reduced our values.
We talk too much, love too seldom, and hate too often.
We´ve learned how to make a living, but not a life;
we´ve added years to life, not life to years.
We´ve been all the way to the moon and back,
but have trouble crossing the street to meet a new neighbor.

quarta-feira, 17 de março de 2010


Bola para frente...

Amiga

Não é só uma questão de deixar de fazer as coisas por causa da chuva, que cai todos os finais de tarde, este é apenas um exemplo.
É uma questão de enxergar caminhos diferentes, ver coisas novas, se exercitar de alguma forma, fisica e mentalmente.
É ter um hobby, um interesse qualquer, além das obrigações da casa.
É construir o futuro, no dia a dia.
Já cometi muitos erros. Já me deixei levar pela emoção e me descontrolei. E não quer dizer que não vou errar de novo. Sou humana. Cometi pecados, fiz bobagens. Posso ainda fazer outros tantos, apesar de cometê-los sem querer.
Mas o importante é recomeçar a cada dia, esta aventura que é a vida, com fé, com vontade, com tesão e alegria de estar aqui mais um dia. É não estagnar, não se entregar, é a famosa ... bola para frente...

Hoje acordei às seis da manhã. Comi uma fruta. De nada adianta lermos as coisas se não colocarmos em prática, então como li que a fruta tem que ser comida de estomago vazio, para limpar o intestino, agora é fruta de manhã e no meio da tarde. Depois fui para a aula de yoga, uma delícia! Uma aula que ensina a respirar, ensina como acalmar o coração, a tomar consciência do corpo e do espírito e do quanto temos que cuidar bem deles. Este também é só um exemplo. Cada um tem que achar o que gosta e em diferentes momentos da vida, gostamos de coisas diferentes e precisamos de coisas diferentes. O importante é não parar no tempo. E isto não quer dizer ficar expert em conhecimentos gerais, os quais, na verdade, não acrescentam quase nada na nossa vida e no nosso espírito. O que importa é nos conhecermos melhor a cada dia e aproveitarmos o que temos de bom em benefício próprio e do próximo, fazer algo para alguém, sem dar pérolas aos porcos, mas sim para alguém que mereça.
Depois de uma hora de aula, eu estava em alfa. E fui a pé, da Matias Aires, até a Rua Cubatão. Foram 25 quarteirões. Que delícia. Chegando lá fiz uma hora de fisioterapia. E voltei... a pé... e sim, estava chovendo, e daí?
Almocei bem, estou aprendendo a me conscientizar da comida que estou colocando no prato. É a segunda vez que aprendo, vamos ver se agora não esqueço mais. Esta minha amnésia me mata...
Fico feliz que uma amiga minha disse que graças a mim ela saiu do sofá. Que ela sente uma vida nova dentro dela. O coração está pulsando, a vida está ficando mais colorida. Agradeço a Deus todos os dias pelas coisas boas que posso passar para as pessoas que amo. As amigas ensinam umas às outras, é só estar disposta, de coração e mente abertos.
Então, agora, após a crônica, vou deitar no sofá? Não! Vou ao cinema, já que hoje só tenho aluna às 19 horas. Vou assistir mais um filme que vai abrir minha mente para informações novas e que provavelmente vai mexer com meu cérebro, me fazer pensar, formar minha própria opinião, que com certeza não será a de nenhum crítico, de nenhuma amiga, de ninguém, além de mim mesma. Vou curtir a vida que é muito curta e não ficar esperando que ela passe na minha frente. Tenho fome de viver e espero que Deus me deixe por aqui por mais 30 anos, no mínimo.
Bola para frente amiga, ache seus caminhos, vibre com as novidades, sinta o calor da pulsação do seu coração e sinta também sua alma se preencher de sonhos e realizações.
te amo

terça-feira, 16 de março de 2010

Fidel, amigo.



30/03/2008

8 horas da manhã.
Dia feio, chuvoso, nublado e escuro. Meu coração está apertado.
Fidel, meu fiel companheiro, morreu ontem à noite.
Hoje abri meus olhos e ele não estava mais ali, na sua caminha, ao lado da minha cama. O quarto estava vazio. Nem seu olhar paciente, esperando que eu me acordasse, nem suas patinhas, como de costume, meu pequeno Fred Astaire, sapateando, pra cá e pra lá, fazendo aquele barulhinho gostoso no assoalho, chamando minha atenção, avisando que era hora de levantar para levá-lo passear.
Fidel nos acompanhou nos últimos 16 anos, desde 18/05/1992.
Passaram-se 16 anos.
Meu filho, então com 10 anos, vivia me pedindo um cachorrinho, mas ele queria igual o da propaganda da Cofap, um basset, que viesse correndo e de repente derrapasse, dando aquela brecada legal.
Quem não tem cão caça com gato... Tentei um gato então, pois não conseguia achar o tal basset. O gato era lindo, branquinho. Nós lhe demos o nome de Honey. Gatos, porém, não tem donos. São independentes, auto-suficientes, malandros, rueiros e o nosso morreu logo. Ele foi encontrado envenenado, num bueiro perto de casa.
Fidel era totalmente oposto, mimado, adorava meus cuidados, carinhos na barriga.
Veio com três dias de vida para nossa casa porque sua mãe estava doente e não podia amamentá-lo e ele foi nossa alegria todos estes anos.
Quando vi o anúncio destes cãezinhos basset, numa Locadora em Atibaia, corri para que finalmente pudesse realizar o desejo de meu filho.
E nos apaixonamos por ele tão logo o vimos. Era o mais forte, o mais troncudo.
Para mim era um bebê. Dava de mamar a ele com um conta-gotas, no colo, o que o fez acreditar que eu era realmente sua mãe. E queria mamar no peito do meu filho também.
Fidel sempre se comportou como um ser humano, super carinhoso e apegado a nós.
Ai se alguém me beijasse... era um ciumento.
Ele demonstrava todo seu carinho e fidelidade com olhos lânguidos de apaixonado.
Seguia meus passos, com o tiquetaquear de suas patas e me acompanhava com seus olhos, onde quer que eu fosse. Foi minha sombra nestes 16 anos.
Ele teve uma existência feliz até o ano passado, quando começaram seus probleminhas de saúde.
Em Atibaia, corria atrás de passarinhos o dia todo. Comia arruda. Brincava o dia todo.
Mordia o calcanhar de alunos e amigos. Aprontava às vezes, andou mordendo umas bundinhas de criança, por aí.
Passeios todos os dias depois que viemos morar no apartamento. Ele estranhou a mudança, da cidade de interior para a selva de pedra de São Paulo.
Cuidados, carinhos, mimos? Como não distribuí-los para esta criatura, barulhenta sim, mas tão afetiva, totalmente dependente da minha intuição.
Percebia tudo que ele queria e quando queria. Água, colinho, comida, passeio, só pelo jeito dele se aproximar.
Obediente e respeitoso. Nunca fez um xixi dentro de casa. Segurava, tenho certeza. Quando eu acordava mais tarde num domingo ele estava me aguardando pacientemente e quando finalmente descíamos, mal chegávamos no local apropriado, era aquela cachoeira. Tadinho...
Quem disse que cachorro não fala? Fidel se comunicava comigo o tempo todo.
Enquanto eu tomava banho, ele se deitava no tapete do meu quarto, de frente para o banheiro e ficava me olhando de lá. De dentro do Box eu conversava com ele. “Estou indo Fidelzinho, daqui a pouco a gente fica juntinho”. Então ele vinha até o banheiro, me olhava, via que eu ainda não estava pronta e voltava para o tapete.
Que amigo especial. Quantas vezes ele me viu chorar. Ele sentia que eu estava triste e lambia minha mão para me animar.
Suspirava profundamente quando eu o colocava para dormir ao meu lado na cama, em cima do edredon. Era um prêmio. Um luxo que eu lhe oferecia de vez em quando. E ele ia, disfarçadamente se chegando para perto de mim, para receber seu cafuné.
Pintou e bordou.
Aprontou das suas, mas eu o defendia com unhas e dentes, como qualquer mãe faz com seus filhotes, se alguém fala deles. A gente pode reclamar. A gente pode discutir, dar bronca, educar, mas ninguém mais tem direito de faze-lo, não é verdade?
Fez parte de nossa vida, nos alegrou, nos deu muito mais do que demos a ele. Ele viveu 16 anos ao nosso lado, mas estará em nossas corações para sempre.
Saudades de você Fidel.