domingo, 19 de setembro de 2010

Eu e meus sonhos esquisitos 2

Meus sonhos esquisitos 2

Bem, como eu disse na primeira parte dos Meus Sonhos Esquisitos, sonho muito com meus entes queridos, que já partiram para o Nosso Lar, então outro noite eu sonhei que estava na casa antiga de minha tia Gilda, que tinha uma escadaria de mármore. No sonho a escadaria era maior do que na realidade, meus “exageros” continuam nos sonhos. Minha avó estava no pé da escada e disse que não ia agüentar subir tudo sozinha. Então eu a peguei no colo e subi, como se ela fosse uma pluma, com o coração quente de tê-la tão perto de mim. E acordei com a sensação gostosa de tê-la tido em meus braços, mesmo que por alguns instantes.

Numa outra noite sonhei que fui visitar minha amiga Monica, que sofreu um acidente de carro e está numa cadeira de rodas. No sonho ela me recebeu com um vestido branco rendado, muito feminina, como ela é mesmo, e ela estava descalça. E veio na ponta dos pés, caminhando na minha direção. E eu fiquei tão feliz por vê-la tão linda e andando novamente, ela me parecia uma fada do bem. E perguntei por que ela estava andando na ponta dos pés e ela respondeu que já podia andar bem, mas que sentia um pouco de dor nos dedões dos pés.

Depois foi o sonho do bichinho de estimação. Sonhei que tinha um bichinho, do tamanho do Fidel (meu cãozinho que morreu há dois anos), uma gracinha. E eu o pegava no colo, como se fosse um bebê. Depois o colocava no chão e ele virava de barriguinha para cima, como um cachorrinho, abanando a calda para ganhar carinho no peito. Só que não era um cãozinho. Era um jacarezinho. Um lindo jacarezinho verde de estimação.

E ontem foi o sonho delicioso com minha mamma. Ela estava passeando comigo em Higienópolis. E ela estava linda, com os cabelos pretos penteados e impecavelmente vestida, como sempre, chique. Aquela amiga meiga de tantos domingos que passamos juntas, até ela adoecer. Aí eu disse:
“Mamãe, quem disse que milagres não existem! Você estava tão mal naquela clínica, que eu tinha perdido as esperanças de vê-la como você é novamente. Mas agora você está aqui, linda e perfeita como antes.”
Ela me sorriu e fizemos nossos planos dos próximos finais de semana, para procurar um apartamento para ela pertinho de mim.
E fui acordando com uma voz carinhosa chamando: “Mamãe! Mamãe!” E na confusão do sonho e da realidade eu não sabia se eu era minha mãe e a voz era a minha chamando por ela ou se era eu mesma e a voz era da minha filha.