Como pode ser que na semana que vem seja a última sessão de terapia deste ano, gostaria de deixar mais claro, para mim mesma, o que quero da vida.
Realmente hoje eu prefiro estar sozinha, sem companheiro. Marido agora? Não! Gosto muito da minha liberdade, curto dormir sozinha, não estar presa a nenhum compromisso. Eu gosto disto.
Há um mês mais ou menos acordei com esta frase na cabeça e a escrevi na minha agenda:
“Em busca da felicidade descobri que o maior desafio para ser realmente feliz é aprender a amar todas as pessoas indistintamente, pelo menos tentar. Aprendi também que liberdade é poder”.
Continuo com a filosofia do amor universal, é meu lema na verdade. O amor universal é mais gratificante, mais completo e mais transcendental.
Sim, existe uma tristeza pelo tempo que passou tão depressa e eu não pude dar continuidade numa relação que fez aflorar minha sexualidade. E talvez naquela época eu até poderia ter encontrado outra pessoa. Mas com certeza não fechei as portas. Até, nas minhas “horas vagas”, tive alguns encontros para conversar, conhecer novas pessoas, mas não houve continuidade porque logo nos primeiros encontros eu os analisei em frases que eles falavam mal de outras mulheres e sendo assim cortei o barato deles. Um deles comentou o quanto deveria ser ridícula uma amiga minha, que nos apresentou, ajoelhada, de quatro, gorda, fazendo amor com o marido. Outro “paquera” disse que se separou da mulher só porque ela teve câncer e cheirava à quimioterapia.
Caramba! Eu estava acostumada com um homem que falava bem de suas mulheres.
Eu disse “nas horas vagas” porque assim que meu “caso” com “meu homem” terminou, eu tive uma série de contratempos pesados. Primeiramente minha mãe piorou da doença e me dava trabalho, depois a escola começou a decolar e eu trabalhava de segunda a segunda, 14 horas por dia. Depois veio a morte da Greicy e tudo o mais me pareceu muito pequeno e realmente insignificante diante do amor que eu sentia por ela. A depressão tomou conta de mim e do meu filho. Aí a mudança para São Paulo e começar a procurar emprego aos 53 anos de idade.
Então sexta feira passada, quando chorei de saudades daquela paixão, eu me dei conta que o tempo passou e não seria possível ter novamente aquele tipo de relacionamento, quente, cheio de energia e juventude. Outro tipo de relacionamento eu realmente não sinto falta. Pode acontecer, mas acho muito difícil alguém me conquistar pela delicadeza, pela fineza, pela generosidade, pelo companheirismo, pela bondade. Se aparecer um assim, vou agarrar com unhas e dentes, com certeza. Mas meu choro após o sonho foi o choro da impossibilidade de reviver algo como tive em 1991, ou seja, 20 anos atrás.
Mas sei enxergar as coisas, eu sou realista. Eu tenho mais motivos para estar bem e feliz do que triste e infeliz. Estou saudável. Tenho vontade de fazer coisas. Neste final de semana vou começar um curso de dança (já fiz vários). Vou viajar muito ainda, tanto para ver meus netos em Roma, quanto para visitar meu filho, que no ano que vem vai morar em Montreal novamente. Vou ter oportunidade de viajar dentro do Brasil uma vez por ano e me divertir. Vou continuar assistindo os mil filmes, adoro cinema. Vou continuar a conviver com minhas amigas. E a vida continua MARAVILHOSA!
terça-feira, 22 de março de 2011
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