segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Exames médicos e confusões

Exames médicos e confusões

Outro dia minha amiga estava muito preocupada porque teria que fazer urgentemente uma cirurgia, pois estava cheia de pedras na vesícula. Ela havia feito uma ultrassonografia há dois anos, que haviam acusado o problema. Lá foi ela então passar por consulta novamente, com o mesmo médico da família que havia solicitado o primeiro exame, para verificar como estava a situação. O médico deu a maior bronca pelo desleixo em deixar passar tanto tempo e solicitou novo exame.
Minha amiga fez o exame, durante o qual, o técnico, não conseguindo localizar pedra nenhuma, mandava minha amiga virar de cabeça para baixo, se sacudir, virar de um lado, de outro, e nada de pedras. Sumiram todas. Milagre! Aconteceu um verdadeiro milagre!
De volta ao consultório, o médico de família não se conformava. “Mas como, as pedras estavam aqui, isto é impossível”. Pegou a radiografia, examinou minuciosamente. Parecia impossível que os exames fossem da mesma pessoa. De repente, uma luz brilhou nos seus olhos e na sua mente de especialista famoso. Correu para o arquivo, pegou a pasta da mãe da minha amiga, que também se consulta com ele. Pois é, as pastas estavam trocadas. As pedras eram da mãe...
Por falar em mãe, mãe é mãe, como diz o ditado popular, faz qualquer sacrifício. Há uns 30 anos mais ou menos, eu precisava muito de um emprego e não podia esperar outra oportunidade. O emprego era para substituir uma funcionária grávida, então eles tinham pressa e me deram um dia para fazer todos os exames de sangue, de urina e de fezes. Acho que eu estava tão estressada que não consegui fazer o de fezes. Corri para casa da minha mãe e pedi para que meu irmão, que era bom nisto, fizesse o exame por mim, mas ele não conseguiu me ajudar. Aí apelei para o coração de mãe, modo de dizer. Implorei para que ela fizesse o tal cocô, para que eu levasse no dia seguinte, e assim conseguisse o tal emprego. Ela fez o maior esforço e me trouxe umas bolinhas, que pareciam de cabritinho. Mas foi melhor do que nada. Consegui o trabalho, fiquei aliviada.
 Ainda bem que eu ainda não tinha o Chiquinho, meu Yorkshire porque se não ia sobrar para ele e de repente iam me vacinar contra raiva antes de me contratarem.

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